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Cremego constata problemas graves no Hospital Materno Infantil e unidade poderá ser interditada

REUNIÃO HMI 20 03 17 2

Médicos fiscais do Cremego estiverem no Hospital Materno Infantil (HMI) nos dias 20 e 21 de março para fiscalizar as condições de funcionamento da unidade e a relação entre o hospital e a central municipal de regulação de vagas na rede de saúde da capital. A fiscalização realizada na segunda-feira constatou problemas graves, como a superlotação do HMI e a precariedade das instalações físicas, indicando que o hospital é passível de interdição ética.

A interdição, que vedaria o trabalho de médicos no hospital, está sendo avaliada pelo Cremego e a medida poderá ser adotada caso as ações emergenciais anunciadas para sanar a crise que afeta o Materno Infantil não sejam imediatamente adotadas.

Entre as ações apontadas como urgentes pelo Cremego em reuniões realizadas nos últimos dias com representantes do corpo clínico e da administração do hospital, Secretarias Estadual e Municipal de Saúde de Goiânia e Ministério Público Estadual, estão a reabertura dos 24 leitos desativados na Maternidade Dona Íris para desafogar o atendimento no Materno Infantil e a regulação de pacientes para a unidade, com o encaminhamento apenas de casos de média e alta complexidade – a assistência básica em pediatria, obstetrícia e ginecologia, hoje prestadas pelo hospital, seria oferecida em Cais.

Em reunião realizada no dia 20, o Ministério Público Estadual cobrou dos gestores da saúde no Estado e em Goiânia uma resposta urgente para situação do Materno Infantil. Um plano emergencial com o fluxo de atendimento e regulação de pacientes deve ser apresentado até sexta-feira, 24, e implantado em 60 dias.

A reunião foi coordenada pelo promotor Eduardo Prego, do Centro de Apoio Operacional da Saúde do MP. Na segunda-feira, o promotor participou da reunião convocada pelo Cremego para debater falhas no funcionamento e a superlotação no Materno Infantil, que pode ter levado duas crianças à morte, vítimas da superbactéria KPC.

A Secretaria Estadual de Saúde já anunciou a contratação imediata de mais 10 novos leitos de UTI neonatal do Hospital Vila Nova. A Secretaria Municipal falou sobre a reativação de leitos de UTI neonatal e pediátrica do Igope, da autorização de um edital para credenciamento de médicos pediatras e das negociações com a Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (Fundahc), responsável pela administração da Maternidade Dona Iris, para priorizar o atendimento emergencial obstétrico e neonatal na unidade.

O Cremego vai continuar acompanhando a situação para garantir o atendimento à população e condições adequadas de trabalho médico. Nos últimos dias, a diretoria do Conselho reuniu-se por várias vezes com representantes do hospital, gestores da saúde e promotores em busca de soluções para a crise no Materno Infantil.

Além de mudanças na regulação dos pacientes, abertura dos 24 leitos de obstetrícia fechados na Maternidade Dona Íris e reforço do atendimento em pediatria nos Cais Campinas e Vila Nova, o Cremego defende a ampliação e readequação dos serviços no HMI; o aumento de leitos e de atendimento de obstetrícia na rede conveniada e a clara definição do perfil dos hospitais da rede pública. 

 

 

(Rosane Rodrigues da Cunha/ Assessora de Comunicação – Cremego 21/03/17)

 

 

 

 
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