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Cremego debate a regulação de pacientes e corte na complementação de exames do SUS

PLENARIA REGULAÇÃO 03 10 17 2Com a participação de médicos, conselheiros e diretores do Cremego, representantes das Secretarias Municipal e Estadual de Saúde e do Sindicato dos Médicos do Estado de Goiás (Simego), o Cremego promoveu uma plenária temática para debater a regulação de pacientes para unidades de saúde. A reunião, realizada no dia 3, na sede do Conselho, também abordou os cortes na complementação de exames do Sistema Único de Saúde (SUS) pela Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia.

Ao falar sobre a regulação, o presidente do Cremego, Leonardo Mariano Reis, observou que há uma grande pressão sobre os médicos que atuam neste serviço. “Muitas vezes, o médico é surpreendido por mandados de segurança, determinando a internação de pacientes, e indevidamente responsabilizado o regulador pela falta de vagas no sistema”, alertou. Ele citou que os médicos não tem a capacidade de criar vagas, o que é uma tarefa do gestor da saúde, e que essa judicialização das demandas prejudica a classe médica.

A plenária aprovou a criação de um grupo de trabalho para aprofundar as discussões do tema e normatizar procedimentos para a regulação. O presidente do Cremego também sugeriu às Secretarias Municipal e Estadual de Saúde a implantação de programas de capacitação para os médicos que trabalham na regulação e para os que estão nas unidades de saúde e fazem rotineiramente a solicitação das vagas.

O superintendente da Central de Regulação Municipal de Goiânia, Glaydson Jerônimo da Silva, listou medidas que já estão sendo tomadas pela Prefeitura de Goiânia para tentar minimizar os problemas causados pela falta de vagas reguladas. Entre elas, está a aquisição de um novo software que fará o controle do serviço de regulação e facilitará o acesso aos dados de prontuário médico do paciente em todas as unidades de saúde em que ele tenha sido atendido. “Buscamos esforços para resolver esta questão da falta de vagas e acredito que precisamos equalizar as dificuldades para corrigir as falhas do sistema de regulação”, comentou.

Glaydson Jerônimo explicou que outro desafio é identificar precisamente o número de leitos disponíveis pelo SUS para que os dados de vagas que aparecem no sistema para o regulador sejam fidedignos. Ele disse ainda que é necessário um melhor planejamento para a regulação de vagas para que o médico regulador não seja constrangido em seu exercício profissional. “A Central de Regulação deve garantir ao médico o direito de cumprir a sua função, que não é de criar novas vagas, mas de regular”, completou.

O superintendente também falou dos problemas causados pela ruptura do contrato entre a Prefeitura de Goiânia e o Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech).         “Foi uma ruptura não planejada e não organizada que acabou gerando inúmeros transtornos, como a superlotação da Central de Regulação”, disse. Glaydson Jerônimo informou que o problema da falta de pessoal para o atendimento na Central de Regulação já foi parcialmente resolvido com o encaminhamento de servidores concursados para a unidade.

O coordenador do Complexo Regulador Estadual, Genésio Pereira dos Santos Neto, afirmou que a Secretaria da Saúde do Estado de Goiás tem a intenção de colaborar para a melhoria do atual sistema de regulação. “Estamos trabalhando para criar ferramentas para auxiliar os municípios interessados em pactuar e fazer a cogestão de regulação com o Estado”, disse, enfatizando que para que isso aconteça é necessário, primeiro, que os municípios manifestem interesse.

Cortes

Em relação aos recentes cortes da complementação de valores da tabela do SUS que vinha sendo paga pela Secretaria Municipal de Saúde por exames e por outros procedimentos, a plenária solicitou ao Simego a convocação de uma assembleia geral dos médicos para avaliar o problema.

“Não se pode fazer um corte desta natureza sem antes negociar com a categoria”, disse o presidente do Cremego, adiantando que muitos médicos já anunciaram que não farão mais cirurgias e outros procedimentos pelo SUS. Hospitais e clínicas também estão suspendendo a realização de exames desde o fim da complementação, que entrou em vigor no dia 25 de setembro.

 

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Sem pagamento de complementação médicos deliberam por suspensão de procedimentos (CLIQUE AQUI)

 

 

CREMEGO NA MÍDIA

CBN Goiânia - Cremego discute problemas da Central de Regulação

O Cremego promoveu uma reunião para debater problemas atuais relacionados à regulação de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em Goiás, que têm levado a falhas no atendimento e à superlotação de unidades de saúde. O presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás, Leonardo Mariano Reis falou sobre o tema. 

 https://www.cbngoiania.com.br/programas/cbn-goiania/cbn-goi%C3%A2nia-1.213644/cremego-discute-problemas-da-central-de-regula%C3%A7%C3%A3o-1.1362237 

 

(Rosane Rodrigues da Cunha/ Assessoria de Comunicação – Cremego 04/10/17 - Foto: Simego)

 
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