Sem um acordo com a diretoria do Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo) sobre as reivindicações apresentadas pela categoria, parte dos médicos especialistas credenciados pelo órgão decidiu manter a paralisação do atendimento aos usuários do Instituto. A continuidade da paralisação, que atinge especialistas como os cirurgiões gerais e do aparelho digestivo, cirurgiões vasculares e angiologistas, foi aprovada em uma assembleia geral da categoria realizada no início de junho sob a égide do Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego).

Diante da decisão dos médicos credenciados de manter a paralisação, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) reitera seu apoio à mobilização da classe médica em prol do reajuste dos valores pagos pelo Ipasgo, do fim das cotas para as cirurgias eletivas impostas pelo Instituto e da atualização dos pagamentos dos serviços prestados. A paralisação do atendimento aos segurados, aprovada em assembleia, não caracteriza infração ética, desde que mantidos os atendimentos às urgências e emergências.

O Cremego alerta aos médicos, inclusive aos diretores técnicos dos hospitais e demais estabelecimentos de serviços de saúde, que a decisão dos especialistas credenciados pelo Ipasgo é respaldada pelo Código de Ética Médica (Capítulo II, Direito dos Médicos, inciso IV), que assegura ao médico o direito de suspender suas atividades quando diante de condições inadequadas para o exercício profissional ou de remuneração indigna e injusta. Ainda de acordo com o Código de Ética Médica (Capítulo I, inciso XV), o médico deve ser solidário com os movimentos de defesa da dignidade profissional.

Portanto, o Cremego orienta os médicos a se manterem unidos nesta mobilização e a não cederem a pressões contrárias à decisão da categoria. O Conselho condena qualquer atitude que vise desmobilizar a classe médica, tanto por parte de operadoras de planos de saúde quanto por parte da diretoria de estabelecimentos de serviços de saúde.

O Cremego alerta que os médicos não devem aceitar qualquer tipo de pressão, inclusive propostas de remuneração extra com a inclusão de seus honorários na conta do hospital.

Os diretores técnicos das operadoras e dos estabelecimentos de serviços de saúde também não podem ser coniventes com ofertas de vantagens, vinculação do honorário médico à conta do hospital ou qualquer ação contrária à decisão aprovada pelos médicos em assembleia.

 

Os médicos que se sentirem pressionados a retomar o atendimento, contrariando a decisão da assembleia, podem entrar em contato com o Cremego pelo telefone (62) 3250 4930 ou e-mail ouvidoria@cremego.org.br.

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