Os médicos goianos aderiram em massa à paralisação nacional da categoria, realizada hoje (7) em todo o País, com a suspensão por 24 horas do atendimento eletivo aos usuários de planos de saúde. Nos consultórios, laboratórios, clínicas e hospitais, apenas os casos de urgência e emergência estão sendo atendidos.

 

A adesão mostra que os médicos estão unidos e mobilizados contra a defasagem dos valores pagos pelos serviços prestados às operadoras de planos de saúde e contra a interferência dessas empresas na autonomia do profissional. A suspensão do atendimento aos usuários dos planos de saúde, neste Dia Mundial da Saúde, foi a forma encontrada pelas entidades médicas para alertar as operadoras sobre essa insatisfação dos profissionais.

 

“A paralisação era necessária porque as operadoras vêm, de forma antiética,  interferindo cada vez mais no trabalho médico e os valores pagos pelos serviços estão cada vez mais achatados”, explicou o presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), Salomão Rodrigues Filho. Em Goiás, há cerca de 40 operadoras de planos de saúde, que contam com aproximadamente 7 mil médicos credenciados e 1,2 milhão de usuários.

 

O protesto dos médicos ganhou destaque na imprensa goiana com a veiculação de dezenas de reportagens em jornais, sites e emissoras de Tv e rádios. Ontem (véspera do protesto) e hoje, o presidente do Cremego concedeu várias entrevistas, alertando a sociedade sobre os motivos da paralisação, que busca não só melhorar a remuneração e as condições de trabalho dos médicos, mas também visa a melhoria da assistência prestada aos usuários de planos de saúde.

 

Salomão Rodrigues Filho explicou que a paralisação nacional é legal e um alerta às operadoras. O Cremego estima que 6 mil consultas estão deixando de ser atendidas em todo o Estado nesta quinta-feira. Os médicos foram orientados a remarcar os procedimentos suspensos.

 

Nesta sexta-feira (8), o atendimento volta ao normal e as entidades representativas da classe médica vão continuar buscando uma negociação com as empresas de planos de saúde. Mas, de acordo com o presidente do Cremego, se não houver avanços nas negociações, o próximo passo pode ser o descredenciamento dos especialistas.

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