No dia 11 de fevereiro, o Cremego realizou a primeira solenidade de entrega de carteiras a médicos recém-inscritos no Conselho. Cento e trinta profissionais, a maioria egressa da Universidade Federal de Goiás (UFG), estavam aptos a receber o documento com a inscrição no Cremego.

Conselheiros, parentes e amigos dos novos médicos prestigiaram a solenidade, realizada no auditório do Conselho. O presidente da casa, Salomão Rodrigues Filho, abriu o evento, cumprimentando os novos colegas e afirmando ser o exercício da medicina diferenciado do exercício de outras profissões.

“A medicina é uma profissão, mas é também um sacerdócio”, disse. A profissão, segundo Salomão Rodrigues Filho, enfrenta um momento crítico, mas com perspectivas de melhora. As expectativas de mudança estão na regulamentação da profissão – com a aprovação do Projeto de Lei em tramitação no Senado Federal -; na aprovação de outro projeto que cria o piso salarial do médico – fixado atualmente em cerca de R$ 9,2 mil para 20 horas de trabalho – e na adoção pelas operadoras de planos de saúde da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM).

“Não podemos mais admitir a falta de regulamentação da profissão nem os médicos trabalhando em condições precárias, sobrecarregados e recebendo pouco mais de R$ 1 mil por mês”, disse, enfatizando que o Cremego e as entidades médicas, como o Conselho Federal de Medicina e o Sindicato dos Médicos do Estado de Goiás (Simego), trabalham para mudar essa situação.

O conselheiro e presidente do Simego, Leonardo Reis, destacou a necessidade da união da classe médica para o reforço das ações das entidades e da luta por melhores condições de trabalho. “Os médicos precisam participar do Simego e do Cremego”, disse.

Vice-presidente do Conselho, Adriano Alfredo Brocos Auad, ressaltou a importância da solenidade de entrega de carteiras, que marca a entrada dos médicos no marcado de trabalho. Ele também conclamou os novos médicos a participarem do Cremego e a contarem com o Conselho para orientá-los no exercício da profissão.

Também participaram da solenidade, o secretário do Cremego, Fernando Pacéli Neves de Siqueira; a segunda tesoureira, Maria Luiza Barbacena; os conselheiros Erso Guimarães, Hélio Ponciano Trevenzol, Reginaldo Bento Rodrigues e Onofre Alves Neto; a vice-diretora da Faculdade de Medicina da UFG, Fátima Maria Lindoso, e o diretor da Faculdade de Medicina da UniEvangélica, Kim Ir-Sem Teixeira.

Reginaldo Bento Rodrigues, na palestra ministrada na solenidade de entrega de carteiras, observou que a medicina vive um momento que exige a valorização do lado humanístico da profissão e que o paciente quer ser tocado e ouvido pelo médico.

Vários fatores, segundo ele, tendem a afastar o médico do paciente, mas o contato direto, o acolhimento do sofrimento do outro e a confiança são fundamentais para a boa relação entre médicos e pacientes. “No exercício da medicina, temos de considerar os avanços tecnológicos e científicos, mas sem nunca deixar de ouvir o paciente”, disse.

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