Os médicos vinculados à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia, que estavam em greve desde o dia 24 de agosto, decidiram suspender a paralisação e retomar o trabalho nesta terça-feira, 13 de setembro. O fim da paralisação foi aprovado na Assembleia Geral Extraordinária Permanente (Agep) convocada pelo Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego) e realizada ontem (12) na sede do Cremego.

 

De acordo com o Simego, mesmo sem o atendimento de todas as reivindicações da categoria, os médicos decidiram dar um voto de confiança à SMS, que demonstrou interesse em negociar para cumprir os pontos  da pauta de reivindicações que ainda faltam.

 

Sobre a precariedade das condições de trabalho nas unidades de saúde, já denunciada pelo Cremego, foi definida a criação de comissões com a participação dos médicos e de representantes da SMS. Essas comissões vão se reunir para discutir as melhorias e adequações a serem feitas.

 

Quanto à reivindicação de contratação de médicos para as diretorias técnicas das unidades de saúde, os médicos vão aguardar a votação do projeto de lei que tramita na Câmara Municipal e cria o cargo de diretor técnico médico.

 

Em relação ao escalonamento das consultas, os médicos acataram a sugestão feita na semana passada pelo Ministério Público Estadual, que flexibiliza os horários de atendimento, evitando a ociosidade dos profissionais e a espera por parte dos pacientes.

 

Com relação à questão salarial foi aprovada a proposta da SMS de isonomia entre os contratos e o fim dos contratos precários com a promessa da realização, ainda em 2011, de um concurso público para o preenchimento dessas vagas. Quanto à implantação do piso salarial da Fenam, outra reivindicação dos médicos, a categoria acatou a proposta da SMS de negociar o reajuste salarial após o fim da greve.

 

 

Para o diretor do Simego, Robson Azevedo, o movimento foi extremamente importante para a categoria e contou com a adesão expressiva dos médicos. “Nós conseguimos mostrar a força de mobilização dos médicos, que entenderam a necessidade atual de lutar por seus ideais para melhorar a qualidade da assistência prestada à população”, disse.

 

Em entrevista à imprensa, o secretário Municipal de Saúde, Elias Rassi Neto, disse ontem que caso a greve continuasse, a Secretaria iria solicitar à Justiça a decretação da ilegalidade do movimento. Em outubro, os médicos farão uma nova assembleia para avaliar as negociações. (Com informações do Simego)

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